No post passado, escrevi sobre uma festa caseira realizada em Los Angeles (caso não tenha lido, clique aqui) que gerou um considerável tumulto nas redes sociais. É impressionante como muitas pessoas não compreendem a dimensão e a importância da família.
Um lar é formado por valores ensinados ainda quando somos crianças, mas nunca é tarde para deixarmos essa verdadeira herança para os nossos filhos. Caso você tenha sido uma mãe ou um pai extremamente ausente, torço para que você ainda tenha a chance de recuperar o tempo perdido, nem que seja com a chegada dos netos!
Quantas vezes você se levantou às 6h para preparar aquele café da manhã para a sua esposa que permaneceu na área de serviço até as duas da manhã? Você, querido marido, sabe me dizer onde está localizado o livro de receitas da família, onde você provavelmente encontrará algum prato que remeta à infância da sua esposa? Você já pediu para a sua mãe lhe ensinar os segredos daquela canja de galinha que tinha a capacidade de fazer a sua doença parecer menos penosa?
Você, mamãe, é uma guardiã do lar ou uma frequentadora de restaurantes self-service? Tem criado momentos diários em volta da mesa para demonstrar afeto ou chega em casa só depois que a babá ou a televisão já os colocou para dormir? Tem sido engolida pelas atividades diárias, deixando de lado a felicidade eterna que mora nos laços familiares bem construídos?
É muito triste quando uma criança cresce sem esse tipo de experiência! É desolador notar também que muitas famílias têm vergonha da simplicidade da própria casa, justamente porque não entendem que a aparência pouco importa quando temos laços emocionais. Quando alguém faz questão de não receber os amigos em casa, alguma coisa não está certa. A melhor experiência para os nossos amigos e familiares é o compartilhamento da mesa porque é ali que vivemos integralmente o sabor do nosso lar!
No livro "A Experiência da Mesa", da norte-americana Devi Titus, somos presenteados com as seguintes palavras:
"A jornalista e documentarista Miriam Weinstern, recorreu a estudos de psicologia, educação, nutrição e sociologia examinando o fenômeno cultural das refeições familiares. Seu estudo meticuloso sobre o assunto levou Weinstein à conclusão surpreendente e ousada de que comer com a família é um 'santo remédio', que melhora dramaticamente 'a qualidade da sua vida diária, as chances de sucesso dos seus filhos no mundo, a saúde da sua família e nossos valores na sociedade'. Ela ainda conclui que as refeições com a família nos torna 'mais inteligentes, fortes, saudáveis e felizes'.
Quando refleti sobre aquelas palavras, percebi que elas descrevem perfeitamente uma pessoa: corpo, mente, alma e espírito. Somos mais inteligentes (na mente), mais fortes (no espírito), mais saudáveis (no corpo) e mais felizes (na alma) quando comemos juntos à mesa de jantar com nossa família e amados. Não faz sentido que o Todo-Poderoso, o qual nos criou como seres de mente-espírito-corpo-alma, também nos provesse de uma oportunidade de nos nutrirmos diariamente nessas quatro dimensões?”
Após assistir ao magnífico vídeo abaixo, tenho uma perguntinha bem simples para você: se o seu filho estivesse trabalhando 16 horas por dia no Pantanal, sozinho e longe de casa, você seria capaz de reproduzir uma refeição emocionante por ser reconhecível? Espero que você comece a investir nessa eterna herança que inclui pilotar um fogão, preparar uma mesa e escutar o que o seu filho tem para lhe dizer sobre o dia dele. Sem televisão.
Post patrocinado pela Knorr, mas toda a opinião é minha!
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