12.1.15

12 maneiras de desperdiçar dinheiro na festa do seu filho

É muito fácil construir uma lista de itens para festas com estigma de cafona (com característica popular), tipo cajuzinho, bala de coco no papel crepom, cone de doce de leite, carne louca, bolo gelado embrulhado com alumínio, babado de papel para decorar o bolo coberto de glacê industrializado, etc.

Para mim a lista acima é cool, descolada e referencia o nosso passado. Afinal, representa bem o Brasil que estamos esquecendo aos poucos.

Nesse ano de 2015, as chances do seu filho ser convidado para um aniversário no quintal, bem simples, são mínimas!

Com o mercado de festa infantil bombando mais do que nunca, as armadilhas para desperdiçar dinheiro estão esperando por você:

1. Escultura gigante de balões

Sem sombra de dúvidas é a coisa mais faraônica que alguém inventou para os aniversários. Nada supera esse item. Tem gente que chama de arte! No entanto, não passa de ostentação pura, onde a inveja dos pais convidados é o fator gerador de lucro.


2. "Brigadeiro" gourmet

Sempre que tiver gourmet no nome do doce popular, o risco de gastar muito e levar pouco é enorme!

Muitos pais pagam mais caro nos doces para as festas dos filhos por puro status, escolhendo "brigadouros" que jamais substituirão o legítimo brigadeiro caseiro (que pode ser até fora do ponto e cristalizado), feito com achocolatado baratinho e coberto com granulado nacional de chocolate hidrogenado.

Chamar brigadeiro de gourmet não é apenas um absurdo, é criminoso! Colocar damasco, abóbora, café, wasabi ou licores horrendos na massa de leite condensado aumenta a possibilidade de lucro porque cria uma suposta sofisticação. O resultado quase sempre será um sabor irreconhecível que muitas crianças detestam. Afinal, são guloseimas novas que deveriam receber outro nome: wasabizinho, pinolizinho, oreozinho, cafezinho, nutelazinho - tipo coleção de boneca da Estrela. As marketeiras doceiras apresentam essas variedades todas no mesmo formato do tradicional e imutável brigadeiro (perfeitamente redondo, sempre do mesmo tamanho!) para passar a mensagem que brigadeiro não é um doce só, mas sim uma categoria que pode ter diversos sabores, que nem sorvete. "Brigadeiro" de pistache é um Meu Querido Pônei fazendo cosplay de Barbie.


3. Bolo "naked"


Fica difícil escrever isso aqui porque eu fui a primeira a postar esse tipo de bolo na blogosfera brasileira. Acho a coisa mais linda do mundo, mas entrou nessa lista por conta da descontextualização: bolo de adulto, recheado com frutas que são caríssimas no Brasil, numa festa infantil.

Conhece aquela ameaça que as mães faziam para os filhos malcriados? "Se não se comportar, comprarei um bolo com recheio de frutas para o seu aniversário, moleque!". Pois é, o bolo-castigo tornou-se frequente nas festinhas só porque virou moda expor o recheio que ostenta morangos gigantes importados dos Estados Unidos da América ou qualquer outra fruta gringa exótica e azeda - todas milimetricamente aplicadas para parecer arte. Pêssego em calda, abacaxi e cereja de chuchu são coisas de um passado que os pais querem porque querem esquecer. Clamo pela volta do bolo de brigadeiro puro: simples, perfeito e quase insubstituível.


4. Bolo falso coberto com pasta americana ou biscuit


Eu não sou fã do aspecto plástico da pasta americana. Acho perfeita demais, não parece comida, mas as crianças amam bolos desse tipo desde sempre. Quem não se lembra da caixa de isopor toda enfeitada onde ficava guardado o delicioso bolo gelado? A escultura atual sequer tem uma surpresa dentro, não pode ser fatiada ou saboreada, está lá só para construir uma imagem de glamour, de festa cara. Se você escolhe esse tipo de maquete apenas por gosto, sem a intenção de impressionar seus convidados, minha crítica não é para você.


5. Decoração "provençal"


De provençal não tem nada, não é? Normalmente é um tipo de ornamentação escolhida para tentar criar uma atmosfera rica, mas a mensagem que passa é de festa alugada, falsa, feita todinha com uma pseudo madeira recortada a laser.

Respeito totalmente as escolhas feitas por gosto pessoal (gosto é gosto!) desde que não sejam contaminadas por status. Mas cadê a coerência? Super Homem "provençal"? Se na sua casa já existe uma mesa de jantar, você precisa alugar uma outra branca encardida (de tanto que já foi alugada) para ficar na moda? Se o salão de festas do prédio tem uma mesa, uma toalha não basta? E quando a festa parece uma decoração completa de casamento, com direito a flores importadas, cadeiras tiffany,  pratarias e antiguidades alugadas? Socorro!


6. Festa do tema
A festa de aniversário é um tema por si só. Portanto, não existe a obrigação de criar outro. Se por preferência a criança quiser um tema, seja lá qual for, não é necessário aplicá-lo em todos os objetos presentes na festa. Coordenar demais fica caro e exagerado, descontextualiza o ambiente em excesso e coloca o tema praticamente num altar. A loucura é tamanha que já é comum chocolate Bis ser reembalado para parecer um objeto decorativo temático.

O exagero toma conta de algumas mães e elas optam por uma decoração feita para exaltar grifes internacionais de luxo. Os símbolos da grife são aplicados até no cupcake da festa infantil, acredite! Estampar "Gucci" na sacolinha da lembrancinha pode ser caracterizado como crime de falsificação, além de ser muita ostentação e futilidade.


7. Garçom
Festa infantil NUNCA deveria ter esse nível de formalidade. Se os pais estão ali para cuidar dos filhos, precisarão se levantar, andar, correr, socializar, não é? Morrerão sem garçom? Não compreendo!

8. Brinquedo megalomaníaco

Porque a estrela da festa deveria ser o aniversariante.


9. Personagem-vivo
Pelo mesmo motivo do item 7. Exceto quando a festa é realizada num orfanato ou hospital para um grupo com poucas chances de ver um teatro infantil ou de conhecer parques temáticos.


10. Projeção e iluminação LED
Nós, brasileiros, somos o máximo, os verdadeiros faraós das festas infantis! A Disney (Orlando) lançou o show noturno “A Frozen Holiday Wish” no dia 5 de novembro de 2014 com projeções de neve e 200 mil luzes de LED no castelo da Cinderella. Atrasadinha essa tal de Disney, não acha? As comemorações de aniversário com tema "Frozen" daqui do Brasil já estavam com projeções gigantescas e milhares de luzes LED muito antes disso!
O ballet Bolshoi também é muito atrasado, gente! Só agora que resolveram projetar neve no clássico espetáculo "O Quebra-Nozes".
Russos e norte-americanos: vocês são muito fracos mesmo! As festas infantis do Brasil dão um coco em vocês.


11. Lembrancinha-presente
O convidado também é aniversariante para receber uma lembrancinha que custa 50 reais? Faz ideia do tipo de estrago que uma coisa assim faz numa criança? É extremamente constrangedor quando um pequeno recebe de lembrancinha algo que ele deveria esperar de presente do Papai Noel.


12. Animatronics (em breve!)
Já posso imaginar uns bonecos robotizados recebendo os convidados no aniversário, cantando parabéns no lugar dos pais e decorando todo o ambiente. Um verdadeiro Jurassic Park!

Depois de escrever tudo isso, fico aqui sonhando com pais que se preocuparão mais em amar seus filhos, ensinando valores através das mínimas e cuidadosas escolhas, construindo memórias inesquecíveis de uma vida simples, divertida e cheia de carinho, onde a futilidade não tem lugar! Um alto padrão de consumo na infância pode trazer muitos problemas futuros. Quem é dono do futuro financeiro dos filhos?

Gostos diferentes, orçamentos diferentes, realidades diferentes? Sim! Ostentação? Não!

36 comentários:

  1. Texto ridículo!
    Escrito por alguém que mora numa bolha bem protegido do capitalismo.

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    1. Danyella, obrigada por um comentário tão construtivo. Pelo jeito você deu um de skydiver e não me conhece.
      1) Sou presbiteriana e, como tal, 100% capitalista. Historicamente somos responsáveis pelo capitalismo, mas não é por isso que saio gastando minha herança loucamente como uma pródiga;
      2) Existe o consumo responsável e o irresponsável. Comprar uma jóia raríssima (que é uma reserva de valor) é muito diferente de torrar em balões que serão estourados assim que a festa terminar.
      3) O que eu faço com o meu dinheiro é problema meu, mas não posso esquecer que um elevado padrão de consumo na infância pode gerar um adulto frustrado. Eu não sou dona da vida financeira futura do meu filho! Preciso mostrar para ele o valor real da vida, porque essa é a verdadeira herança. Sou responsável pela educação que dou a ele, incluindo nisso as expectativas de consumo.

      Até logo.

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    2. Acho que o que vc não entendeu aqui é que $$$ não é sinônimo de diversão. E, pior que isso, alguns dos exemplos mostrados nos links são realmente perturbadores, como a festa de 2 anos nos moldes de um Fashion Week. A criança nem sabe o que é isso. A festa realizou as vontades da mãe, não da aniversariante. E, como se não bastasse, mostra muito dos valores que ela vai receber da família. É bom às vezes a criança ouvir um "é muito caro, não podemos". Evita frustrações inevitáveis no futuro.

      Eu sei que o orçamento da festa depende muito do orçamento familiar. Tem gente que pode gastar mais, outros gastam menos. Mas "poder" e "precisar" são coisas muito diferentes. E no final das contas a gente quer que a criança tenha lembranças da família e dos amigos, coisa que o dinheiro não compra. Essas festas estão ficando muito caras e formais. As pessoas estão esquecendo o verdadeiro motivo da reunião.

      Danyella, não entendi seu comentário. Aqui em casa ninguém é radical, não faço roupas em casa, não crio galinhas no quintal. Eu compro. Faço parte do capitalismo e acho que ele é ótimo em muitos aspectos. Mas ficar escrava dele é outra coisa bem diferente. Equilíbrio é sempre bom.

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    3. Debora, precisamos urgentemente ensinar às nossas crianças que não é necessário montar uma festa gigantesca para comemorar os aniversários.

      Aniversário não é casamento, não é desfile de moda, não é uma escultura de balão de 8 metros de altura.

      As mães estão tão mergulhadas no overplanning da festa dos filhos! Não sobra nem oxigênio para perceber o quanto disso é escravidão.

      Um beijo!

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  2. queridona!!! tava com saudades dos seus posts bafo!!! hahaha!!! olha só, pra variar, concordo com tudo da lista, exceto o item garçon... hahaha!!! vou te explicar, desde que conheci um camarada que faz churrasco, lava a louça e é de uma simpatia impar por um preço módico, não abro mais mão de seus serviços... e como nunca usamos descartáveis, sobra louça e falta vontade... e para poder brincar mais com a criançada, opto por chamá-lo...

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    1. Não sou contra ajudante tipo faz tuso. Sou contra excesso de formalidade e convidado folgado esperando ser servido como se fosse casamento. Eu prefiro deixar o "garçom" (na verdade uma ajudante) para abastecer as mesas de bebida e deixar tudo limpo. A crítica é contra a formalidade excessiva numa festa infantil. Obrigada por comentar, Thaty.

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  3. Luana,

    Por favor, já começou 2015 fervendo? De onde vc tirou exemplos tão absurdos de festas infantis? É até difícil de acreditar que alguém tenha feito essas coisas.

    - Super-Homem provençal foi cômico. Gargalhei aqui.

    - Nunca engoli (literal e figuradamente) o tal brigadeiro gourmet. Se não é de chocolate em pó com granulado, então é outro doce. Posso chamar o "beijinho" de "brigadeiro de coco"? Não? Então esse monte de porcaria também não é.

    - Essa festa das grifes me deixou especialmente perturbada. Coitada dessa criança. Processo de produção de roupas? Pra festa de 2 anos? Vestido Dolce e Gabbana para a criança e a mãe??? Foi demais pra mim... Não sei nem o que dizer.

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    1. Oi, Debora! ♥

      Hahahahaha, calma que estou inspirada! O próximo post se chama "Moça, sua Chanel não é ostentadora! Relaxa!"

      As pessoas não entendem nada. Está me cansando já. O declínio moral no Brasil é tão grande que ninguém entende a relação entre educar e gastar muito dinheiro (com coisas que deseducam).

      Educar seu filho é coisa só para socialista utópico de raiz. Capitalista tem a OBRIGAÇÃO de fazer festa com todos itens descritos no texto e deixar a "educação" para a babá de branco ensinar. Ah, Super-Homem provençal é só um delírio localizado, não representa a atual cultura do Brasil. (Parece piada, mas os compartilhamentos no Facebook estão nesse nível, hahahahahahahaha)

      Sim. Brigadeiro de coco é o nome novo para beijinho porque alguém resolveu e pronto! Faça-me o favor! O mais interessante é que muitos engolem esses nomes da moda, ignorando totalmente algumas regrinhas básicas: trocou o ingrediente? Troque o nome.

      ACHO (não tenho certeza) que compartilhei essa festa (desfile de moda aos 2 anos) aqui no blog! Não é normal, não é saudável, não fez bem para as crianças que foram convidadas! Imagineeeee você levando sua filha nisso e tendo que "desprogramar" essa coisa toda no dia seguinte? É muito assustador, Debora!

      Um beijo!

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    2. Quis dizer que já devo ter compartilhado em outro post essa festa absurda dos 2 anos de idade! Deve ter passado batido porque eu prefiro usar links!

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  4. kkkkkkk...confesso que tenho vergonha alheia e até pena da família do aniversariante quando vou a festas desse tipo.
    Além de tudo que já foi dito é de uma cafonisse tremenda. Vários exemplos citados dão vontade de rir....mas daí vem a tal pena da família que, coitada, só não pode mesmo ter noção do quão ridículo é aquilo tudo!!!!

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    1. Gabis, confesso que nem olho muito os detalhes quando levo meu filho. Como não são do meu gosto nunca, eu simplesmente ignoro. Não fico medindo, não fico elogiando/criticando/dando ideia, apenas agradeço o convite, dou um bom presente e tento me divertir com meu filho. Só não gosto quando a mãe do aniversariante pergunta "Luana, você viiiiiiiiiu isso daqui que eu encomendei e custou x reais cada! Lindo, né?" Ai, que situação. Eu deveria entregar um cartão do blog. hahahahahahaha

      Acho cafona ao extremo também, principalmente quando associado a intenção má. Cafona para mim não é só o item em si, mas a intenção de parecer mais rico que a festa do fulano, maior que a festa da Caras, mais chamativo que as da vizinha, mais humilde que a do melhor amigo, mais minimalista que a do filho do palestrante descolado famoso! Só de olhar não dá pra dizer com certeza absoluta que foi feita por (mau) gosto e por ostentação (que é sempre uma coisa péssima!) , porque não temos como saber a intenção do coração da pessoa. Fui numa festa que a pessoa me disse que alugou o brinquedo megalomaníaco (igualzinho esse da foto) só para fazer vista. Imagine a minha cara? Meu filho subiu e desceu aquela coisa 20 vezes, só que não era para ele. Pobres crianças!

      Essas famílias normalmente não têm gosto próprio para nada, Gabis! Seguem o padrão da moda e fim. Não existe nenhum um tipo de reflexão antes de sacar o cartão de crédito.

      Não tenho pena...

      Beijos!

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    2. Campanha "entrega o cartão do blog, Luana!" já! huahuahua

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  5. Outro formalismo que não entendo em festa de criança é uma pessoa na entrada guardando todos os presentes numa mega caixa para só depois da festa a criança abrir. Melhor coisa é receber o presente na hora, abrir e ver logo o que ganhou. Não tem nada mais frustante para quem dá o presente não poder ver o sorriso da criança abrindo o pacote.

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    1. Anônimo, concordo, mas qual o porquê disso?

      O problema é que de uns tempos para cá as festas são enooooormes, com muitos convidados. Seria uma confusão abrir cada um dos 50 presentes durante o evento. O formalismo aparece para tentar resolver essa situação.

      Eu já vi aniversariante aos prantos porque a mãe não permitiu a abertura dos presentes. Nenhum! A criança chorava e a mãe insistia no discurso do controle de ansiedade. Palhaçada!

      Ah, alguns justificam esse formalismo para não correr o risco da criança fazer cara de decepção. Afinal, o presente pode ser repetido ou uma roupa. Criança não pode ser criança porque mostrar os sentimentos (que ela sequer conhece!) é uma completa falta de educação? Oh, céus!

      Muito formalismo, muito convidado, muito presente. Parece armadilha isso.

      Beijos!

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  6. Luana, como nunca fizemos essas festas faraônicas, Caio (vai fazer 12 anos em junho) já sabe que aquilo tudo parece piada. Quando vamos a um evento assim, ele me olha de rabo de olho, sabe? rs ÓBVIO que jamais permito que ele fale qualquer coisa sobre a festa pra terceiros em tom de deboche, mas, entre nós, ele reconhece que aquilo é ostentação e que é desnecessário. Eu já fiquei com pena dele por nunca ter tido uma festa assim uma vez quando praticamente todos os amigos tinham. Aí, indo à casa de uns amigos, ele descobriu que um não vê o pai nunca porque ele tá sempre trabalhando, que a mãe do outro não se importa com o próprio filho e deixa jogar o quanto de vídeo game quiser... Enfim, ele sabe reconhecer o que é realmente importante pra nós. Eu acho isso tão bonito... Tomara que Artur aprenda também.

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    1. Nossa, Dany. Me conta como vc conseguiu. Estou grávida de uma menina que nasce em abril e já fico de cabelo em pé, usando minhas forças, lutando, para não ser engolida por isso tudo. E principalmente, que ela entenda nossas escolhas, mesmo quando diferirem da de "toooodas as amiguinhas". Parabéns pela conquista.

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  7. Luana, eu estou, graças a esse post, com água na boca pelo bolo gelado! Faz mil anos que não como. Odeio Cupcake, acho aquele creme de cima mega enjoativo. No próximo aniversário lá de casa vai ter bolo gelado (aliás, se vc tiver alguém pra indicar aqui em BSB que faça, estou aceitando).
    As coisas aqui no Brasil ganham essa dimensão 'mega' ou 'ultra' num passe de mágica. Imagina que alguém inventou a decoração com balões (tipo fazendo uma árvore, um bichinho). De repente a coisa foi potencializando e perderam o controle, virou o castelo de Frozen. Acho que tudo começa na vontade de superar o vizinho, a festa do sobrinho, enfim, em vez de criar uma festa que tenha a cara da criança, descobrir seus gostos, etc, o foco parece ser sempre ir além, fazer algu ultra caro, mega grande, enorme, que seja difícil do seu vizinho copiar. E pro mega grande ficar mega cafona a distância é de um peteleco.
    Mas nada supera o Super Homem Provençal e o personagem vivo, esses são hors-concours - Walt Disney shooooora!!!

    Beijos (e no aguardo dos próximos posts...)
    Ione

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    1. Ione, querida! Acredito que você consegue encomendar o bolo na Monjolo!
      Quando a necessidade da criança é colocada em segundo plano, não tem como dar certo. Elas ficam enooooormes e caras para impressionar os convidados. Futilidade no grau máximo.
      Wal Disney shooooora mesmo, kkkkk.
      Um beijo.

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  8. O povo realmente está perdendo a noção das coisas, e pode ter certeza que por trás destas coisas rebuscadas existem pais muito artificiais, ou pais ausentes que tentam compensar a falta da presença física com grandes espetáculos.

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    1. Grandes espetáculos de futilidade e consumo pelo consumo! Podre!
      Obrigada por acompanhar o blog!
      :*

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  9. Luana, cheguei um pouco atrasada (tava organizando a festinha da minha filha, rs) pra comentar esse post maravilhoso! Concordo com cada letra, e lembrei de você quando vi isso aqui: http://chic.uol.com.br/alo-chics/noticia/festa-infantil-vira-evento-adulto

    Beijão

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    1. Dani, como foi a festinha?
      Sobre o link, todo mundo lembrou de mim! Certa amiga me perguntou se eu não era a dona do texto, hahahahahaha!
      Fiquei muito feliz porque uma pessoa de peso criticou a atual cultura ridícula de festas.
      Ameeeeeei!
      Beijos!

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    2. a festa foi uma delícia, simples e linda, as crianças se divertiram, qd saírem as fotos eu te mando. AMEI ter essa super porta voz contra o circo infantil... junto com seu post de ontem começo a acreditar na luz no fim do tunel. Beijos

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  10. Luana,

    Ontem me meti numa discussão na internet e pensei logo em vc. É sobre a legalização do aborto. Todos os comentários antes do meu (e pelo menos 3 depois) são favoráveis. Um ficou em cima do muro. Eu sou a única contra, até o momento.

    O problema não é a divergência de opiniões. ADORO discussões construtivas, entender o outro lado, refletir. Mas a dona do blog só colocou clichê, um atrás do outro. Frases de efeito que ela ouviu em qualquer lugar e está papagaiando sem o mínimo critério, a mínima pesquisa. Por último, ainda dá a entender que os que são contra o aborto não passam de fanáticos religiosos. E quando me coloquei contra, ela disse que para mim "as mulheres são os negros do mundo". Por favor.

    Não estou pedindo para vc interferir na discussão, mas achei o assunto interessante. Será que rende um post?

    A bagunça está aqui:

    http://www.gosto-disto.com/2015/02/legalizacao-do-aborto.html

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  11. Ah, estou indicando o link e o assunto pra vc porque te considero uma pessoa inteligente. Mesmo que tenha uma opinião contrária à minha, tenho certeza que o debate seria bem construtivo.

    Tome uns remedinhos para enjôo antes de ler o tal post. É de doer.

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    1. Minha opinião não é contrária. Eu sou até mais radical porque não acho responsável confiar nos métodos contraceptivos!

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  12. Luana,

    Conheci su blog hoje através do da Débora e adorei tudo que vi por aqui. Vou voltar mais vezes :)
    Posso dizer que #tamojunto. Acho essas festas uma absurdo. Para a criança se tiver bolo de chocolate com velinha já é "a festa".Nas reuniões da minha igreja aqui na Espanha, algumas vezes levei beijinho e brigadeiro do cafona. E só ouvi elogios, prá umas receitas tão simples. Prá que mudar, né? Besitos e tenha uma semana abençoada

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    1. Pra que mudar o que já é perfeito?

      #tamojunto

      Muito obrigada por visitar o Limo Bag! Sinta-se em casa, Michelle!

      Um beijo.

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  13. Acho apenas que a coisa evoluiu e tomou proporções maiores mas, sempre se gastou com decorações e ornamentos em festas infantis. Minha avó trabalhou anos na Festcolor, Industria de plásticos e artefatos pra festas infantis, Até pouco tempo atrás eu ainda tinha a Moranguinho de plástico, que era um desses enfeites pra se pendurar na parede em festas. Vi esse artigo sobre festas nos anos 70/80 e realmente, a coisa não era tão caseira e simples como se pensa.
    http://anacaldatto.blogspot.com.br/search/label/Festa%20de%20Boneca

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    1. Gabriela, festas desse tipo eram raras!!!! O modelo que usamos para copiar são as raras festas ostentadoras dos EUA. Escreverei sobre isso.

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    2. Gabriela, festas desse tipo eram raras!!!! O modelo que usamos para copiar são as raras festas ostentadoras dos EUA. Escreverei sobre isso.

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  14. Ai!!! Adorei este post.
    Acho legal os preparativos para uma festa infantil, principalmente quando podemos envolver as crianças. Minha filha de 4 anos, este ano me ajudou muito com os preparativos da festinha dela que fiz na escola. Até o bolo, docinhos, ela me ajudou. Ficou lindo!!!! Teve decoração, mas foi simples, dentro da nossa realidade financeira: teve bolo, brigadeiro, beijinho e gelatina e com os amiguinhos da escola dela.
    Vejo pessoas que não tem dinheiro nem pra comer, vestir, morar...viver...fazendo festas ostentadoras para parentes, amigos, conhecidos, pessoas (adultos) que nem conhecem direito. Tudo para ostentar e estar dentro de um "padrão" criado única e exclusivamente para desperdiçar dinheiro e tempo. Fazem o tempo todo comparações e não podem ficar 'por baixo' da festa do vizinho.
    A criança só quer se divertir com seus amigos e parentes MAIS CHEGADOS. Os pais tem obrigação moral de rever os valores que estão deixando para os filhos!!!
    Parabéns pelo post! Libertador!
    Beijos

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    1. Oi, Rosana. Concordo contigo. E tem mais: mesmo que você tivesse um orçamento ilimitado para as comemorações familiares, por que não respeitar a necessidade da criança? É esse o principal ponto que questiono.
      Beijo enorme! Amei seu comentário.

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  15. Sim, ridículo são muitos apontados aí, principalmente a estrutura de balão, porque cheiro de balão é bem enjoativo, imagine 4 paredes, como foi alá Rafa,agora o provençal mesmo ostentação deu uma arejada, naquele carnaval que era antigamente dos bufês com a toalha enorme em que que as crianças tropeçavam. Sinceramente não vejo a necessidade de festa todo ano, 1,5, 10,tá ótimo. Porém, é um segmento que gera empregos, por mais papagaiado que fique, a culpa não é das doceiras, e sim da falta de bom senso dos pais.

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    1. Thays, a doceira certamente não é responsável pela educação dos aniversariantes, mas também não é obrigada a fazer algo que vá contra os princípios morais que ela tem.

      Num exemplo extremo e que infelizmente aconteceu, eu jamais faria cupcakes com olhos ensanguentados , feitos de pasta americana, para um aniversário infantil. Eu questiono que espécie de gente escolhe a maldade como tema para a festa do filho (festa infantil com tema de assassinato), e também o nível de sanidade mental dos profissionais que toparam participar e contribuir com muito suor e trabalho.

      Eu sou totalmente contra a distribuição simples de responsabilidades, mas em alguns casos, um grupo pode mesmo ter se unido para fazer coisas absurdas e injustificáveis.

      Obrigada pelo comentário!

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